sexta-feira, 29 de julho de 2011

Tirinha da vez


(Clique para ver a imagem

em tamanho ampliado)





5 personalidades que você vai conhecer se for à Paris




1. O camelô da torre Eiffel

É quase impossível passar debaixo do espeto francês (estou falando da torre, tá? Depois sou eu quem tem a mente poluída) sem ser abordado(a) por um desses carinhas, especialmente na temporada de ano-novo. Você pode até tentar driblá-los com um "je ne parle pas français" ("eu não falo francês"), mas aí eles te fazem responder de que país você é, e quando eles descobrem que é do Brasil, começam a tagarelar em português (alguns deles são da Angola) e é claro que vão fazer o espetáculo de sempre... Tentar sambar na sua frente. Eles ainda zombam do seu sotaque, quando você tenta falar francês. No final, você acaba comprando um chaveiro deles, só para poder fugir. DICA: Se disfarce de policial.




2. Mendigos prodígio
É claro que você vai se sentir humilhado por conhecer um país no qual os mendigos sabem falar francês e tocar todos os tipos de instrumentos musicais. Experimente andar de metrô. A primeira coisa que se ouve ao desembarcar em cada estação é música clássica: tem algum Beethoven sem-teto por ali, para animar o cotidiano dos franceses, quer dizer, dos turistas. Há também os que cantam (e muito!), e os que tem histórias pitorescas para contar, como aqueles que carregam uma placa dizendo que acabaram de sair da cadeia e de que precisam de dinheiro para voltar à tona (esses são considerados coitadinhos, pelo menos lá). E, é claro, você também vai encontrar muuuitos mendigos folgados, e a capital deles é a Champs-Elyseés, onde eles ficam esperando, sentados, ganhar mais grana do que aqueles que põe para funcionar uma banda de um homem só. E ganham. Porque o mundo é louco, velhinho.

3. O guardinha que não te deixa entrar

Outra coisa: você vai ter que aprender a lidar com o pessoal que cisma com você. Resumindo, mais da metade da cidade. Você está se aproximando dos portões de uma pracinha. Há crianças brincando lá dentro e adultos tirando fotos. Quando você está quase entrando, vem um guardinha e fecha o portão na sua cara. E não é só nas pracinhas. Talvez aconteça de você atravessar a Paris inteira, com um taxista fedido (acho que numa lista dessas não é preciso fazer um item para pessoas fedidas) apenas para ver aquele monumento que você sempre sonhou em ver ( no meu caso, a linda igreja Sainte Chapelle). Eis que há uma fila gigante para entrar lá, e quando chega a sua vez, a tiazinha que está inspecionando a fila decide que ninguém mais pode entrar, que o horário de visitas daquele dia acabou. Você até tenta convencê-la, mas o coração dela é mais duro que pedra (rs) e ela não deixa. Então você decide ir comer uns macarons no café em frente à igreja, para se acalmar. Assim que você sai do café, você percebe que a mesma tiazinha agora está deixando todo mundo entrar. Hyper nerveus, você se aproxima e pergunta que história é essa. Ela então diz que não sabe do que você está falando, que se alguma tiazinha não deixou você entrar, essa tiazinha não era ela (¬¬'). Será que ela era louca ou estava dizendo a verdade??? Não perca o próximo capítulo de... Joana Dar'c!


OBS.: Depois a tiazinha finalmente te deixa entrar na Sainte Chapelle...

4. O juiz gente boa

Vamos desenvolver a continuação do item anterior. Digamos que a tiazinha finalmente te deixou entrar no complexo onde está situada sua querida igreja Sainte Chapelle. Dentro desse complexo há duas coisas: a igreja, à direita, e o Palácio da Justiça, à esquerda. E é claro que o seu cérebro de broa vai guiá-lo para a esquerda. Partindo daí, você começa a percorrer vários corredores estranhos, lotados de inimigos judiciais em plena luta corporal (seria essa a Sainte Chapelle?!)... E eis que aparece um juiz gente boa, trajando toga, mas com um sorrisinho de quem está no bar bebendo cerveja. Ele vem até você, e de maneira fácil de entender, pergunta qual o problema. Você está salvo!!!

5. Mexicanos

Você, que foi aos EUA, pensou que era só lá que os mexicanos estavam ocupando o pedaço? Errou! Na França, você vai ver quase mais latinos do que europeus. Os rebeldes e usurpadores (rs) estão por todo lugar, gritando "viva al México!" e levantando aquela bandeira intimidadora com uma águia comendo uma cobra. Eu acho que eles vão dominar o mundo.




segunda-feira, 4 de julho de 2011

Top 5 melhores comédias involuntárias de todos os tempos






05 - O massacre da serra elétrica (versões de 1974 e 2003)


Ao decidir que título levaria o quinto lugar do ranking, fiquei em dúvida entre "O massacre da serra elétrica" e "Sexta-feira 13". Ambos retratam a loucura canibal de assassinos que saem por aí baixando a serra em todo mundo. Eu só cheguei a assistir uma única cena de Sexta-feira, com uma velhinha mucho-loca que saía de uma cova dizendo "Jason, meu bebê, você não vai deixar barato, né?", alguma coisa assim, o suficiente para garantir essa 'super' produção seja, no mínimo, grotesca. Já no caso do Massacre, eu assisti mais cenas, e confesso que o alto teor de sangue, gritos e nojeiras me levou a ter pesadelos muitos dias depois disso. Mas, como é de se esperar, eu não consegui segurar o riso ao ver o Mr. Serra Elétrica cortando a perna de um cara, que virou para ele e disse, com a maior naturalidade: "Por que você fez isso?!". Depois, o matador saí girando em círculos pela estrada, como se tivesse cheirado gatinhos. Sádico. Confiram os trailers das versões de 1974 e 2003, respectivamente:






04 - IT, a coisa (1990)


Clássico dos horrores, IT, junto com Poltergaist, levou a carreira de palhaços do mundo inteiro à ruína, principalmente entre os anos 70 e 90. Agora vistos como ícone do medo, os "bichos pintados" faziam crianças se agarrarem aos berros às pernas dos pais e terem problemas intestinais gravíssimos, para não dizer outra coisa. O fato é que Stephen King, autor do livro que gerou o filme, é genial. Ele é um dos únicos que consegue criar histórias de terror capazes de te fazerem chorar de medo e de riso ao mesmo tempo. Mas como já expliquei, não deixa de assustar. Quando eu era pequena, na casa da minha avó havia um palhacinho de pelúcia igualzinho ao aspirante a pedófilo do filme. Era difícil dormir com aquela coisa me olhando fixamente... Deem uma olhada no trailer (OBS.: Para vocês terem uma ideia de quanto esse filme é atual, percebam que no final do vídeo está escrito "Now on videocassete"):







03- O iluminado (1980)
Fruto da obra de Stephen King, assim como IT, esse filme pode causar arrepios de expectativa, não exatamente medo, mas pura expectativa, e pode ser que você passe a evitar a presença de garotinhas loiras - especialmente gêmeas - pelo resto da vida após assistí-lo (reze para não ter filhas assim). Apesar disso, é pouquíssimo recomendado que seus espectadores o assistam comendo pipocas, sob o risco de engasgarem em meio a um crise de gargalhadas, especialmente após ver essa cena em que um urso/cachorro/monstro/what a hell faz coisas feias com um... garçom (??):
http://www.youtube.com/watch?v=NmOoekbK6YI&feature=related

02- Cinderela Baiana (1998)
Com Carla Perez no papel principal (na época do "É o tchan!") o clássico dos clássicos nacionais de humor involuntário conta a história de uma baiana oxigenada que é pobre e vira rica, e sai requebrando por aí. Síntese. Junto com seu amiguinho do mau "Amor Estranho Amor" da Xuxa, "Cinderela Baiana" foi proibido por decisão judicial e sumiu do mapa, não tem para alugar nem nas melhores locadoras. O máximo que você poderá encontrar é um cara-de-pau colecionador de filmes velhos que decidiu postar tudo no youtube. E o que mais nos assusta: Lázaro Ramos, hoje um grande ator, fez parte do elenco. Enfim, ninguém atuou bem nessa jeringonça, vendo uma única cena do filme você compreende perfeitamente. Vejam a famosa cena de briga do filme, a melhor de todos os tempos:
http://www.youtube.com/watch?v=2IyzA2wDCnw

01- Monstro do armário (1986)
Esse é outro daqueles filmes dos anos 70/80 que te fazem suspirar e pensar "Eu não sei o
que o criador desse filme fumou, mas foi provavelmente alguma coisa bem ilícita..." depois você começa a refletir, refletir, refletir e se lembra "Ah, ele deve ter tomado o chá de Santo Daime".
Vejam o trailer:
http://www.youtube.com/watch?v=gJ2YN-SKDC8

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Os melhores foras do ano / parte 1:




    E aqui vai, uma coletânea de foras registrados em plena sala de aula!
    OBS.: Não vou citar nomes, pois posso ferir o orgulho de alguns...XD


  1. Fulano 1: - A sua mãe já deu a bundinha para o seu pai.
    Fulano 2: - Diferente da sua mãe, que já deu a bundinha para todo mundo.

  2. Fulano 1: - Você ficou muito feio com o cabelo curto.
    Fulano 2: - Eu estou feio assim, e você que é feio todo dia?

  3. Fulano 1: - Vou fazer essa lição no recreio. Me disseram que dá para fazer em 10 minutos.
    Fulana 2: - Pessoas inteligentes conseguem fazer em 10 minutos. É melhor você reservar uns 50 minutos para fazer isso, não acha?

  4. Fulano 1: - Seu pai é um ladrão? Não? Então como é que ele roubou o brilho das estrelas e pôs no seu olhar?
    Fulana 2: - Na verdade esse brilho é um detector de boiolas.

  5. (Fulano fazendo barulho com um canudinho)
    Fulano 1: - Quem é o idiota que está fazendo isso?
    Fulana 2: - Agora tem 2 idiotas.

Continuação em breve....

quarta-feira, 29 de junho de 2011

11 coisas intrigantes que presenciei na escola onde cresci:

(Jabuti Inácio . Saiba mais no item 3 da lista)








INTRODUÇÃO
Hoje vamos penetrar no meu cérebro , analisar a preciosa linha do tempo que põe os acontecimentos da minha vida em ordem. Algumas pessoas, lugares e objetos foram varridos pelo tempo, e hoje só existem na minha doce memória. Passo meus dias sendo atormentada por dejà vus e sonhos, sem os quais eu não consiguiria me lembrar de joça nenhuma da lista abaixo. Entrei na escola com 3 anos. Lembro do primeiro dia de aula, daquela lancheira com uma imagem de um rato roxo, acho que uma imitação paraguaia da Minnie Mouse. Segundo minhas lembranças, o primeiro dia de aula não me surpreendeu. Era uma época de tantos acontecimentos, World Trade Center caindo, meu irmão nascendo, o começo de minha infância marcada por aquele apocalíptico primeiro ano do séc. XXI. Vamos ver do que eu me lembro...





  1. Minha professora de maternal agarrando um garoto que se debatia no chão, e lhe dizendo: "pode se debater à vontade, eu não vou deixar você sair daqui!" (lembrei dessa cena ao assistir O Exorcista, anos depois);




  2. Tinha um tiozinho... Uma tiazinha... Uma pessoa, que trabalhava fazendo a faxina na educação infantil. Ninguém sabia direito se era homem ou mulher;




  3. Na escola havia um jabuti chamado Inácio, que ficava num jardinzinho feito especialmente para ele. E, pelo que me informaram, a criatura está viva até hoje! Inácio nasceu há dez mil anos atrás, e não tem nada nesse mundo que ele não saiba demais... Enfim, quem quisesse podia levar frutas e legumes para dar de comer à ele. Ele comia, defecava e depois comia as próprias fezes. Como diziam no filme do Rei Leão... Um ciclo sem fim. Ah, achei uma foto do pervertido no site da escola!! Hahahahahahah Ali em cima.




  4. Quando eu tinha 5 anos, eu dei um baita tapa na cara de um coleguinha de classe. O moleque saiu cambaleando e chorando e contou tudo para a professora. Naquela época, existia uma punição tradicional que era aplicada às crianças que cometiam delitos como esse. A professora me levou para a sala do mini-maternal, com crianças 3 anos mais novas. Ela me sentou numa cadeira e disse: "você vai ficar aqui olhando para essas criancinhas comportadas e refletindo sobre o fato de você ser mais velha e ao mesmo tempo mais malcriada!". Até aí, tudo ocorria como nos planos da professora. Ela me deixou lá, emburrada. A única coisa sobre a qual eu realmente refleti foi sobre como executar a vingança perfeita. Sem que a professora do mini-maternal percebesse, eu "raptei" uma bebê de 2 anos e disse: "Você vai até a minha sala, buscar a agenda que eu deixei lá. Depois você vai até o pátio buscar minha lancheira. Depois você vai até a brinquedoteca buscar meu casaco. E depois disso você volta para cá e me dá as minhas coisas, porque eu vou fugir da escola." Daí eu empurrei a menina para fora da classe, e ela saiu tropeçando, mal sabendo andar, e se perdeu pela escola. Foram várias horas de muita tensão entre as professoras, procurando uma menininha de 2 anos que havia sumido. Hehehehehehe.





  5. Foi na primeira série que nós tivemos nosso primeiro acampamento. Íamos para uma espécie de sítio chamado Toca da Raposa. Era um lugar meio louco. Tinha dois tinha escorregadores: um com farinha e outro com lama. Lembro de ter visto um menino correndo de cueca, sendo que sua cueca estava toda enlamaçada. Sem comentários. Entre o dormitório das meninas e o dos meninos, havia uma pequena ponte. Nessa ponte existia uma arara de verdade, solta, que mordia qualquer um que se aproximasse dela. Mas essa arara foi driblada na primeira noite de estadia no acampamento. Eu me lembro como se fosse ontem. Dois garotos pervertidos invadiram o dormitório das meninas na hora do banho. Na hora do banho. Eu só lembro de ter visto dezenas de meninas peladas correndo desesperadas. Eu fui mais esperta e me escondi. Depois os caras-de-pau fugiram para o dormitório masculino sem deixar vestígios e, como ninguém sabia direito quem eles eram, suas identidades começaram a ser investigadas. Na hora do jantar, as meninas já tinham se recuperado do susto.
    - Ei, Fernanda, - disse uma amiguinha minha, me puxando pelo braço quando estávamos jantando - eu vi uma coisa muito terrível na hora que os meninos invadiram o quarto.
    - O que você viu? - perguntei.
    E ela respondeu, criando um clima de suspense:
    -Eu vi... Eu vi... Um pênis!
    -Você viu um tênis?! - indaguei, inocentemente.
    -Não!! Um pênis!
    Eu olhei para ela com uma cara de WTF, e ela explicou:
    -Sabe... Um pinto?
    Eu caí na gargalhada.
    -Isso mesmo. - ela respondeu, com uma risadinha - Ele estava vindo na minha direção, então eu fugi para o quarto e fechei a porta. Você sabe para que o pênis serve?
    -Não.
    -Então chama as outras meninas, que eu vou explicar para todas!




  6. Então chegaram os primeiros anos do ensino fundamental, e nossa vida escolar foi se transformando, aos poucos, numa tremenda baderna. Para começar, não haviam punições oficiais naquela escola: não haviam advertências, refos, suspensões, exlusões, expulsões e também não haviam provas, acreditem. Essa ausência de disciplina era um fator diretamente influente no nosso comportamento em sala de aula. Os alunos podiam fazer muita bagunça, e na maioria das vezes o máximo que recebiam era um belo xingamento da professora. Certa vez, houve uma festinha de aniversário, e sobraram brigadeiros no final. Extremamente oportunista, a professora pegou aquelas sobras para ela e levou para classe. Durante a aula, um aluninho tão oportunista quanto a professora "passou a mão" nos doces, que estavam em cima da mesa. Resultado: ela caiu no choro, enquanto o pestinha caía na gargalhada.




  7. Numa outra série, tivemos uma professora cujos óculos foram roubados por algum aluninho simpático. Ela teve um ataque histérico, disse que não conseguia enxergar, acabou tendo que comprar óculos paraguaios de farmácia e se queixou chorasamente à respeito da qualidade de merd@ do produto, entre outros pitís típicos. Cheia de ódio, ela prometeu que atrasaria 10 minutos do nosso recreio de sexta-feira se o culpado não se entregasse. E o vagabond não se entregou. Quando a sexta-feira chegou, todos tiveram de permanecer sentados mesmo depois de o sinal de ínicio do recreio ter tocado. Eu, sempre a rebelde, bolei outro plano, e pedi à professora para ir ao banheiro. E a esperta deixou. Assim que eu saí da sala, fui logo curtir meu recreio. Percebendo a minha demora, a professora começou a cair na real e, alguns minutos depois, eu, que estava deitada sossegadamente num banco do pátio, comendo uma pizza, fui bruscamente interrompida por uma verdadeira escolta armanda que ela enviou especialmente para me buscar. Eu levei um susto do caramba, e eis que os meus recreios foram suspensos a partir de então. Mas eu sempre dava uma fugidinha.




  8. A professora do caso dos óculos tinha uma filha. A menina, aos 7 anos, quase ultrapassava os 50 kg. Se ela sofria bullying? De jeito nenhum. A verdade é que os próprios bullies tinham medo da criatura, que gostava de agarrar bad boys pelas pernas e içá-los no ar. Para falar a verdade, essa menina estudava numa série de pestinhas que tinham um fetiche especial por levantar alunos mais velhos no ar. A maioria desses pestinhas não eram tão fortes quanto a filha da professora, por isso se juntavam em grupos antes de vir para cima de nós e nos jogar para o alto. Eu experimentei a libertina e fantástica experiência de voar umas duas ou três vezes, ainda na quarta série. Enfim, voltando ao assunto, a filha da professora tinha uma boneca que em muito se assemelhava a ela em aparência física, aquele tipo de bonecas que dá até para usar como travesseiro. Volta e meia ela trazia o brinquedo para a escola, escolhia um menino mais velho e dizia: "Toma, essa é sua filha." depois ela escolhia outro menino e exclamava para o mundo inteiro ouvir: "Seu safado, você vai ter que me ajudar a sustentar essa criança, afinal, você é o pai!". E eles tinham que concordar, se não a garota descia a porrada na cabeça deles.




  9. Bullying, a maior parte de nós sofria. As agressões geralmente eram morais e ridículas, mas de vez em quando iam para um outro nível. Brigas com socos foram o auge. E também haviam os insanos garotos que abaixavam as calças das meninas. As minhas calças, inclusive -.-'. Um deles chegou a memorizar todas as minhas calcinhas, para que se tenha uma ideia. Um dia eu decidi me vingar, e abaixei as calças do moleque. A cueca colorida suuuper máscula dele foi a última coisa que eu vi antes de levar um chute na cara e cair para trás.




  10. Houve uma época em que estava na moda ser médium. Muitos meninos diziam que eram, e juravam ver espíritos e assombrações e poder falar com os mortos. Para provar isso, eles pegavam moedinhas e faziam perguntas do tipo "Você está aqui?" e em seguida jogavam as mesmas no chão. Se desse cara era sim, e se desse coroa era não. Também gostavam de invocar a loira do banheiro, e quase morreram de medo quando, certa vez, a invocaram e no instante seguinte a porta do banheiro se fechou e a luz se apagou. Uma vez arremessaram uma tampinha de refrigerante na parede de uma sala vazia, e a tampinha grudou na parede, ficou levitando. Eles saíram correndo e gritando, e tiveram de vir mais de uma professora para descobrir que a bendita tampa havia colado num durex na parede. Duvido que alguém não tenha passado pela época das assombrações e da loira do banheiro em todo o seu histórico de ensino fundamental.




  11. Haviam uns professores um tanto inconvenientes. Tirando um cara meio doido que dava aula de teatro para nós e nos ensinava a falar em grego, francês e italiano (como se nós estivéssemos prestando atenção na aula), haviam umas professoras cujo relacionamento com os alunos era realmente tenso. Certa vez, o avô de um colega de classe faleceu, e ele ficou muito triste e talz. Na hora do recreio, o menino conseguiu se distrair brincando e rindo. De repente, apareceu uma das auxiliares e disse: "Hum... Você está muito feliz para alguém que perdeu o avô." Ele poderia ter se levantado e mandado a mulher para o beleléu com uma sinfonia de palavrões, coisa que os alunos faziam com muita frequência por ali, ou quem sabe dado um soco na cara dela ou uma cuspida na cara bem gostinho delícia. Felizmente nada disso aconteceu.