(Jabuti Inácio . Saiba mais no item 3 da lista)INTRODUÇÃO
Hoje vamos penetrar no meu cérebro , analisar a preciosa linha do tempo que põe os acontecimentos da minha vida em ordem. Algumas pessoas, lugares e objetos foram varridos pelo tempo, e hoje só existem na minha doce memória. Passo meus dias sendo atormentada por dejà vus e sonhos, sem os quais eu não consiguiria me lembrar de joça nenhuma da lista abaixo. Entrei na escola com 3 anos. Lembro do primeiro dia de aula, daquela lancheira com uma imagem de um rato roxo, acho que uma imitação paraguaia da Minnie Mouse. Segundo minhas lembranças, o primeiro dia de aula não me surpreendeu. Era uma época de tantos acontecimentos, World Trade Center caindo, meu irmão nascendo, o começo de minha infância marcada por aquele apocalíptico primeiro ano do séc. XXI. Vamos ver do que eu me lembro...
Hoje vamos penetrar no meu cérebro , analisar a preciosa linha do tempo que põe os acontecimentos da minha vida em ordem. Algumas pessoas, lugares e objetos foram varridos pelo tempo, e hoje só existem na minha doce memória. Passo meus dias sendo atormentada por dejà vus e sonhos, sem os quais eu não consiguiria me lembrar de joça nenhuma da lista abaixo. Entrei na escola com 3 anos. Lembro do primeiro dia de aula, daquela lancheira com uma imagem de um rato roxo, acho que uma imitação paraguaia da Minnie Mouse. Segundo minhas lembranças, o primeiro dia de aula não me surpreendeu. Era uma época de tantos acontecimentos, World Trade Center caindo, meu irmão nascendo, o começo de minha infância marcada por aquele apocalíptico primeiro ano do séc. XXI. Vamos ver do que eu me lembro...
- Minha professora de maternal agarrando um garoto que se debatia no chão, e lhe dizendo: "pode se debater à vontade, eu não vou deixar você sair daqui!" (lembrei dessa cena ao assistir O Exorcista, anos depois);
- Tinha um tiozinho... Uma tiazinha... Uma pessoa, que trabalhava fazendo a faxina na educação infantil. Ninguém sabia direito se era homem ou mulher;
- Na escola havia um jabuti chamado Inácio, que ficava num jardinzinho feito especialmente para ele. E, pelo que me informaram, a criatura está viva até hoje! Inácio nasceu há dez mil anos atrás, e não tem nada nesse mundo que ele não saiba demais... Enfim, quem quisesse podia levar frutas e legumes para dar de comer à ele. Ele comia, defecava e depois comia as próprias fezes. Como diziam no filme do Rei Leão... Um ciclo sem fim. Ah, achei uma foto do pervertido no site da escola!! Hahahahahahah Ali em cima.
- Quando eu tinha 5 anos, eu dei um baita tapa na cara de um coleguinha de classe. O moleque saiu cambaleando e chorando e contou tudo para a professora. Naquela época, existia uma punição tradicional que era aplicada às crianças que cometiam delitos como esse. A professora me levou para a sala do mini-maternal, com crianças 3 anos mais novas. Ela me sentou numa cadeira e disse: "você vai ficar aqui olhando para essas criancinhas comportadas e refletindo sobre o fato de você ser mais velha e ao mesmo tempo mais malcriada!". Até aí, tudo ocorria como nos planos da professora. Ela me deixou lá, emburrada. A única coisa sobre a qual eu realmente refleti foi sobre como executar a vingança perfeita. Sem que a professora do mini-maternal percebesse, eu "raptei" uma bebê de 2 anos e disse: "Você vai até a minha sala, buscar a agenda que eu deixei lá. Depois você vai até o pátio buscar minha lancheira. Depois você vai até a brinquedoteca buscar meu casaco. E depois disso você volta para cá e me dá as minhas coisas, porque eu vou fugir da escola." Daí eu empurrei a menina para fora da classe, e ela saiu tropeçando, mal sabendo andar, e se perdeu pela escola. Foram várias horas de muita tensão entre as professoras, procurando uma menininha de 2 anos que havia sumido. Hehehehehehe.
- Foi na primeira série que nós tivemos nosso primeiro acampamento. Íamos para uma espécie de sítio chamado Toca da Raposa. Era um lugar meio louco. Tinha dois tinha escorregadores: um com farinha e outro com lama. Lembro de ter visto um menino correndo de cueca, sendo que sua cueca estava toda enlamaçada. Sem comentários. Entre o dormitório das meninas e o dos meninos, havia uma pequena ponte. Nessa ponte existia uma arara de verdade, solta, que mordia qualquer um que se aproximasse dela. Mas essa arara foi driblada na primeira noite de estadia no acampamento. Eu me lembro como se fosse ontem. Dois garotos pervertidos invadiram o dormitório das meninas na hora do banho. Na hora do banho. Eu só lembro de ter visto dezenas de meninas peladas correndo desesperadas. Eu fui mais esperta e me escondi. Depois os caras-de-pau fugiram para o dormitório masculino sem deixar vestígios e, como ninguém sabia direito quem eles eram, suas identidades começaram a ser investigadas. Na hora do jantar, as meninas já tinham se recuperado do susto.
- Ei, Fernanda, - disse uma amiguinha minha, me puxando pelo braço quando estávamos jantando - eu vi uma coisa muito terrível na hora que os meninos invadiram o quarto.
- O que você viu? - perguntei.
E ela respondeu, criando um clima de suspense:
-Eu vi... Eu vi... Um pênis!
-Você viu um tênis?! - indaguei, inocentemente.
-Não!! Um pênis!
Eu olhei para ela com uma cara de WTF, e ela explicou:
-Sabe... Um pinto?
Eu caí na gargalhada.
-Isso mesmo. - ela respondeu, com uma risadinha - Ele estava vindo na minha direção, então eu fugi para o quarto e fechei a porta. Você sabe para que o pênis serve?
-Não.
-Então chama as outras meninas, que eu vou explicar para todas! - Então chegaram os primeiros anos do ensino fundamental, e nossa vida escolar foi se transformando, aos poucos, numa tremenda baderna. Para começar, não haviam punições oficiais naquela escola: não haviam advertências, refos, suspensões, exlusões, expulsões e também não haviam provas, acreditem. Essa ausência de disciplina era um fator diretamente influente no nosso comportamento em sala de aula. Os alunos podiam fazer muita bagunça, e na maioria das vezes o máximo que recebiam era um belo xingamento da professora. Certa vez, houve uma festinha de aniversário, e sobraram brigadeiros no final. Extremamente oportunista, a professora pegou aquelas sobras para ela e levou para classe. Durante a aula, um aluninho tão oportunista quanto a professora "passou a mão" nos doces, que estavam em cima da mesa. Resultado: ela caiu no choro, enquanto o pestinha caía na gargalhada.
- Numa outra série, tivemos uma professora cujos óculos foram roubados por algum aluninho simpático. Ela teve um ataque histérico, disse que não conseguia enxergar, acabou tendo que comprar óculos paraguaios de farmácia e se queixou chorasamente à respeito da qualidade de merd@ do produto, entre outros pitís típicos. Cheia de ódio, ela prometeu que atrasaria 10 minutos do nosso recreio de sexta-feira se o culpado não se entregasse. E o vagabond não se entregou. Quando a sexta-feira chegou, todos tiveram de permanecer sentados mesmo depois de o sinal de ínicio do recreio ter tocado. Eu, sempre a rebelde, bolei outro plano, e pedi à professora para ir ao banheiro. E a esperta deixou. Assim que eu saí da sala, fui logo curtir meu recreio. Percebendo a minha demora, a professora começou a cair na real e, alguns minutos depois, eu, que estava deitada sossegadamente num banco do pátio, comendo uma pizza, fui bruscamente interrompida por uma verdadeira escolta armanda que ela enviou especialmente para me buscar. Eu levei um susto do caramba, e eis que os meus recreios foram suspensos a partir de então. Mas eu sempre dava uma fugidinha.
- A professora do caso dos óculos tinha uma filha. A menina, aos 7 anos, quase ultrapassava os 50 kg. Se ela sofria bullying? De jeito nenhum. A verdade é que os próprios bullies tinham medo da criatura, que gostava de agarrar bad boys pelas pernas e içá-los no ar. Para falar a verdade, essa menina estudava numa série de pestinhas que tinham um fetiche especial por levantar alunos mais velhos no ar. A maioria desses pestinhas não eram tão fortes quanto a filha da professora, por isso se juntavam em grupos antes de vir para cima de nós e nos jogar para o alto. Eu experimentei a libertina e fantástica experiência de voar umas duas ou três vezes, ainda na quarta série. Enfim, voltando ao assunto, a filha da professora tinha uma boneca que em muito se assemelhava a ela em aparência física, aquele tipo de bonecas que dá até para usar como travesseiro. Volta e meia ela trazia o brinquedo para a escola, escolhia um menino mais velho e dizia: "Toma, essa é sua filha." depois ela escolhia outro menino e exclamava para o mundo inteiro ouvir: "Seu safado, você vai ter que me ajudar a sustentar essa criança, afinal, você é o pai!". E eles tinham que concordar, se não a garota descia a porrada na cabeça deles.
- Bullying, a maior parte de nós sofria. As agressões geralmente eram morais e ridículas, mas de vez em quando iam para um outro nível. Brigas com socos foram o auge. E também haviam os insanos garotos que abaixavam as calças das meninas. As minhas calças, inclusive -.-'. Um deles chegou a memorizar todas as minhas calcinhas, para que se tenha uma ideia. Um dia eu decidi me vingar, e abaixei as calças do moleque. A cueca colorida suuuper máscula dele foi a última coisa que eu vi antes de levar um chute na cara e cair para trás.
- Houve uma época em que estava na moda ser médium. Muitos meninos diziam que eram, e juravam ver espíritos e assombrações e poder falar com os mortos. Para provar isso, eles pegavam moedinhas e faziam perguntas do tipo "Você está aqui?" e em seguida jogavam as mesmas no chão. Se desse cara era sim, e se desse coroa era não. Também gostavam de invocar a loira do banheiro, e quase morreram de medo quando, certa vez, a invocaram e no instante seguinte a porta do banheiro se fechou e a luz se apagou. Uma vez arremessaram uma tampinha de refrigerante na parede de uma sala vazia, e a tampinha grudou na parede, ficou levitando. Eles saíram correndo e gritando, e tiveram de vir mais de uma professora para descobrir que a bendita tampa havia colado num durex na parede. Duvido que alguém não tenha passado pela época das assombrações e da loira do banheiro em todo o seu histórico de ensino fundamental.
- Haviam uns professores um tanto inconvenientes. Tirando um cara meio doido que dava aula de teatro para nós e nos ensinava a falar em grego, francês e italiano (como se nós estivéssemos prestando atenção na aula), haviam umas professoras cujo relacionamento com os alunos era realmente tenso. Certa vez, o avô de um colega de classe faleceu, e ele ficou muito triste e talz. Na hora do recreio, o menino conseguiu se distrair brincando e rindo. De repente, apareceu uma das auxiliares e disse: "Hum... Você está muito feliz para alguém que perdeu o avô." Ele poderia ter se levantado e mandado a mulher para o beleléu com uma sinfonia de palavrões, coisa que os alunos faziam com muita frequência por ali, ou quem sabe dado um soco na cara dela ou uma cuspida na cara bem gostinho delícia. Felizmente nada disso aconteceu.
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